Moçambique projeta crescer 2,8% do PIB em 2026, recuperando de 2025 (1,4-1,6%), mas inundações entre dezembro e janeiro já causaram 103 mortes, afetaram 173 mil pessoas e destruíram 54 mil hectares de cultivo e 1.160 casas.
O Banco Central avisou que as enchentes podem descarrilar a recuperação se se repetirem e pressionar ainda mais o deficit fiscal de ~7% do PIB e a dívida acima de 100%.
Como funciona: eventos extremos levam agricultores a abandonar campos, reduzem oferta de gás natural e minam confiança no investimento em infraestrutura.
Socorro vira prioridade imediata
Forças armadas e ONGs distribuem alimentos, enquanto o governo requisita brigadas para reconstruir casas e restaurar serviços elétricos e água.
Linhas de crédito emergenciais tentam cobrir fluxo de caixa de empresas afetadas e manter contratos de construção.
Setor não-petrolífero é motor, mas clima amarra
Com crescimento projetado de 4,5% no setor não-petrolífero, Angola investe em infraestrutura e crédito privado (+22,6%), mas Chuvas violentas ameaçam plantações e transporte.
Infraestrutura de transporte torna-se vulnerável, elevando custos logísticos e atrasando projetos de LNG.
O que isso significa
Para investidores: risco climático em Moçambique exigirá seguros e previsões robustas; LNG ainda é aposta, mas precisa de hedge.
Para C-levels de energia: planeje CAPEX com buffers para eventos extremos e renegocie seguros climáticos.
O que observar: relatórios do Banco Central sobre perda agrícola, notificações da EMA sobre infraestrutura e novos pedidos de financiamento internacional.
Em resumo: PIB de 2,8% depende de controle das inundações e de rápido socorro às regiões devastadas; sem isso, a retomada pode evaporar.