China reduz meta solar para 218 GW após fim do feed-in tariff

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A China projeta instalar cerca de 218 GW de capacidade solar em 2026, queda de 27% frente aos 270-300 GW do ano anterior após o fim do regime de feed-in tariff (FIT) em junho de 2025.

O país migrou para leilões baseados em preços de mercado, o que reduziu previsibilidade de retorno e forçou desenvolvedores a recalcular riscos e cronogramas.

Como funciona: os projetos agora competem por cota em leilões que consideram custos reais de eletricidade; a remuneração fica atrelada ao preço spot, com bônus para entrega antecipada.

Mercado ajusta pipeline de projetos

Construtores reduzem projetos em regiões de tarifa baixa e priorizam estados com demanda firmada, como Yunnan e Qinghai.

Isso libera módulos excedentes que podem ser exportados ou redirecionados a plantas híbridas com armazenamento.

Fabricantes enfrentam oversupply doméstico

LONGi, JinkoSolar e Trina estabelecem linhas de montagem para exportação e reduzem preços internos para manter volume.

O excesso reduz margens, mas também pressiona custos globais e beneficia compradores de mercados emergentes.

O que isso significa

Para C-levels de energia: avalie contratos de PPA com indexação ao spot e renegocie cláusulas de compensação por demanda.

Para investidores: observe alocação de capital em armazenagem, pois projetos que combinam solar + storage suportam a nova remuneração.

O que observar: resultados dos leilões regionais, alertas da NEA sobre volumes aprovados e ajustes nos preços spot.

Em resumo: a China desacelera de ~300 GW para ~218 GW em 2026; a transição para preços de mercado pressiona retornos, mas gera excedente exportável e oportunidades de storage.

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