Um relatório da Weber Shandwick revelou que apenas 17% dos CEOs consideram seus times de comunicação preparados para choques geopolíticos e culturais em 2026.
Sete em cada 10 líderes esperam volatilidade mais intensa e relatam desconfiança crescente dos conselhos, criando um clima de alerta antes de crises anunciadas e manifestações que já dominam o noticiário global.
Confiança em queda precisa de governança
Os executivos dizem que procurar headlines em vez de preparar narrativas justas é um risco aceitável? Não mais: 60% afirmam que reformular cadeias de aprovação era prioridade de janeiro até porque investidores e agências ESG pedem transparência com rapidez.
Companhias que terceirizam a comunicação corporativa também sofrem com desalinhamento entre risco reputacional e o discurso oficial.
Comitês estratégicos viram centro de crise
Boardrooms criam task forces com legal, finanças e risco para revisar comunicados em minutos, diminuindo o tempo de resposta para contra-argumentos ou ataques com teor político.
Área de relações com investidores já trabalha com roteiros baseados em cenários e dados de redes sociais para evitar surpresas.
O que isso significa
Para empreendedores: defina responsáveis diretos por narrativa e processo de crise; não deixe o marketing reagir sozinho quando protestos ou sanções aparecerem na agenda.
Para executivos / investidores: avalie relatórios de comunicação como parte do due diligence e exija métricas de maturidade em time de risco reputacional antes de fechar fusões.
O que observar: mudanças no conselho de mídia, indicadores de voz da marca nas redes e discursos públicos que indiquem preparo ou improviso.
Em resumo: a confiança em comunicação corporativa está em baixa e quem reforçar processos, juntar dados e agilizar decisões ganha tração enquanto outros entram no ventilador.