Copom mantém Selic em 15%, mas dívida federal chega a R$ 8,6 tri

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O Copom manteve a taxa Selic em 15% na reunião de 28 de janeiro, reforçando no comunicado que só cortará juros se a inflação estrutural confirmar trajetória de queda, segundo a CNN Brasil.

Na mesma semana, a dívida pública federal encerrou 2025 em R$ 8,635 trilhões, e o Tesouro projetou que só um superávit próximo a 0,5%-1% do PIB permitirá estabilizar o estoque de passivos.

Inflação ainda acima da meta

O Banco Central reduziu a projeção de IPCA 2026 para 3,4%, mas o núcleo e serviços continuam acima do teto, atrás de pressões de energia e saúde privada.

O Copom reforçou que está monitorando o câmbio e contratos longos de serviços antes de mexer na Selic.

Dívida alta limita espaço

O Tesouro estima que a dívida poderá alcançar R$ 10,3 trilhões no fim de 2026 se o déficit persistir, o que reduz a margem para estímulos fiscais.

Investidores já cobram um plano claro de receitas e cortes obrigatórios para manter rating e juros longos sob controle.

O que isso significa

Para empreendedores: mantenha reservas para juros altos e renegocie prazos com fornecedores indexados, porque o ambiente permanece de caution até sinais consistentes de inflação controlada.

Para executivos / investidores: priorize empresas com caixa forte e exposição limitada a endividamento em reais; títulos atrelados à inflação continuam sendo porto seguro.

O que observar: próximos IPCA-15, reuniões do Tesouro com agências de classificação e movimentos do câmbio; descolamentos podem atrasar cortes planejados.

Em resumo: Selic 15% fica como hedge contra choques e a dívida em R$ 8,6 tri pede disciplina fiscal; quem alinhar caixa e cenário regulatório ganha vantagem.

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