O Wells Fargo reportou lucro de US$ 5,4 bilhões no quarto trimestre de 2025, logo depois do Fed remover em junho o limite de US$ 1,95 trilhão sobre ativos que restringia crescimento.
O banco cortou 5.600 vagas (encargos de US$ 612 milhões) e elevou a meta de ROTCE para 17%-18% até 2028, ante 15% atual, enquanto devolveu US$ 23 bilhões em buybacks e dividendos.
Como funciona: sem o cap, Wells amplia balanço para conceder empréstimos, aumentar depósitos e reforçar tesouraria, mas mantém disciplina para não comprometer capital regulatório.
Eficiência e cortes sustentam o salto
5.600 cortes reduzem custos, mas também pressionam moral; os líderes destacam automatização de processos e reengenharia de back office.
O banco mira ROTCE de 17%-18% com foco em rentabilizar o capital liberado, priorizando negócios com retorno rápido.
Expansão de balanço ganha velocidade
Com cap removido, Wells planeja expandir carteira de crédito comercial, reter depósitos e reinvestir em trading e tesouraria.
Os analistas acompanham se os planos de crescimento mantêm o índice CET1 confortável diante de juros ainda altos.
O que isso significa
Para investidores: WFC se torna option de yield e crescimento, mas exige acompanhamento da execução do ROTCE e dos cortes.
Para empregados: prepare-se para novas reorganizações e foco em produtividade se a meta de capital for cumprida.
O que observar: relatórios do Fed sobre cap e CLAR, nível de provisões para empréstimos e evolução do ROI em crédito comercial.
Em resumo: Wells Fargo sai de sete anos de restrição com lucro robusto, mas o salto para ROTCE de 17%-18% depende de execução precisa nos próximos trimestres.