O Goldman Sachs projeta um mercado global de fusões e aquisições entre US$ 3,1 e US$ 3,9 trilhões em 2026, potencialmente ultrapassando o recorde de 2021, depois de assessorar US$ 1,48 trilhão em deals e subir 41% em fees de advisory no quarto trimestre.
A dinâmica combina juros ainda moderados, liquidez em private equity e apetite por consolidação em tech, mídia, transporte e serviços financeiros.
Deals gigantes em fila
Dos 68 mega deals, 38 superiores a US$ 10 bilhões foram do Goldman, consolidando um market share de 32% e 44,7% no EMEA, o maior desde 1999.
Os bancos de investimento agora competem por advisory em setores estratégicos com equipes de due diligence aceleradas.
Ambiente propício
Financiamento barato e reformulação regulatória nos EUA (sob gestão Trump 2.0) estão reduzindo barreiras, enquanto fundos de private equity reúnem capital para patrocinarem grandes aquisições.
Setores como IA, cibersegurança, saúde digital, fintech e transição energética lideram a lista de alvos.
Como funciona
Empresas maduras acionam bancos para estruturar ofertas com termos rápidos, due diligence enxuta e cláusulas de earn-out, ao mesmo tempo em que mantêm conversas paralelas com autoridades regulatórias.
Startups em vertical quente precisam preparar documentos financeiros, IP e compliance para acelerar o fechamento.
O que isso significa
Para empreendedores: organize finanças, compliance e IP agora — o melhor múltiplo pode aparecer em 2026, mas o processo será veloz e exigirá documentos prontos.
Para executivos / investidores: bancos como Goldman, Morgan Stanley e JPMorgan devem colher receitas recordes; fundos de PE com dry powder podem ser compradores agressivos — posicione-se em cotas de bancos e SPVs.
O que observar: mudanças nas taxas do Fed, ondas de deals em IA e healthtech e sinais de que grandes conglomerados estão reestruturando portfólios para financiar aquisições.
Em resumo: 2026 é a chance de uma consolidação global massiva; quem não se adaptar ao ritmo de M&A ficará para trás.