O Copom manteve a Selic em 15% na reunião de janeiro de 2026, seguindo a decisão unânime dos sete diretores, e disse que prepara terreno para cortes a partir de março caso a inflação confirme trajetória de queda, segundo o CNN Brasil.
O Banco Central assinalou que o avanço do PIB em 2025 foi moderado, mas que o crescimento do consumo ainda sustenta o ciclo; o foco agora é reduzir juros sem desestabilizar o real.
Mensagem de prudência
O comunicado deixou claro que o ciclo de aperto está encerrado, mas que o corte será gradual e condicionado à inflação próxima de 2% e ao comportamento da atividade.
Com a Selic ainda alta, instituições financeiras reforçam stress tests e adjustam carteiras de crédito para o cenário de juros longos.
Expectativa para março
O Bacen mencionou que mantém diálogo com o mercado e que as decisões futuras dependerão dos dados de inflação e atividade do primeiro trimestre.
Analistas esperam redução de 50 pontos-base na próxima reunião, mas mantêm cautela diante da trajetória da inflação de serviços.
O que isso significa
Para empreendedores: planeje investimentos e renegociações com contratos indexados, pois o processo de queda de juros deve ser gradual; mantenha fluxo de caixa preparado para juros altos até março.
Para executivos / investidores: revise valuation de empresas alavancadas e ajuste hedge cambial; o sinal de corte futuro não elimina o risco de manutenção decorrente de choques de inflação.
O que observar: IPCA, núcleo, vendas no varejo e dados de crédito; sinais de controle da inflação determinam a velocidade dos cortes.
Em resumo: a Selic ficou em 15%, mas o Copom deixou a porta aberta para cortes em março se a inflação continuar sob controle; quem se posicionar cedo aproveita juros menores sem surpresas.