Quase três anos após a invasão, as forças russas ampliam operações no leste ucraniano, especialmente em Donetsk e Luhansk, e a União Europeia e os Estados Unidos anunciaram novas sanções a setores-chave, segundo o Reuters.
A pressão militar e econômica redefine alianças, impacta preços globais de energia e alimentos e testa a eficácia das sanções como instrumento geopolítico, destaca a Bloomberg.
Com o conflito longe de uma resolução, a guerra continua puxando os custos de transporte e de commodities para cima, inclusive para o Brasil, que importa fertilizantes russos.
Offensiva russa busca corredores terrestres
As operações no leste da Ucrânia se concentram em consolidar áreas estratégicas, com combates intensos em cidades como Avdiivka e Bakhmut, enquanto a Ucrânia segue recebendo sistemas de defesa aérea e munições do Ocidente, segundo o Financial Times.
Sanções ampliam restrições
O 13º pacote da UE inclui restrições a tecnologias dual use, sanções a empresas chinesas que apoiam o esforço militar russo, congelamento de ativos de oligarcas e limitações a diamantes russos; os EUA, por sua vez, sancionam bancos e empresas de tecnologia vinculadas ao Kremlin, informou o Le Monde.
Impacto global e guerra de informação
Sanções e logística forçam países neutros, como Turquia e Índia, a buscar petróleo russo, e a guerra aumenta o custo energético da Europa. A Rússia também intensifica campanhas de desinformação para justificar ações e minar apoio internacional à Ucrânia.
O que isso significa
Para países europeus: prepare-se para volatilidade prolongada em energia, alimentos e mercados financeiros; diversifique fornecedores e fortaleça reservas estratégicas.
Para o Brasil: a dependência de fertilizantes russos torna o agronegócio sensível; negocie acordos alternativos e monitore preços agrícolas.
O que observar: acompanhe a evolução das novas sanções, os indicadores de comércio com a Rússia e os relatórios sobre desinformação que podem influenciar decisões de mercado.
Em resumo: a guerra não mostra sinais de recuo; manter resiliência em energia e alimentos e diversificar parcerias comerciais continuam sendo prioridades.